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Aviões reserva e técnicos de plantão reforçam operações durante Mundial

Mais de 40 técnicos a postos em dezenas de aeroportos, 22 aviões de reserva em solo e revisões escalonadas que aumentam a disponibilidade da frota. Essas são apenas algumas das medidas que já foram tomadas e implementadas entre as associadas da ABEAR para a Copa do Mundo. Tudo isso porque a manutenção e a revisão dos aviões são prioridade das companhias aéreas para garantir o sucesso da operação, quando 500 aeronaves serão colocadas no ar para garantir o fluxo de passageiros durante o evento.

Em entrevista à Agência ABEAR, o vice-presidente técnico operacional da Azul Linhas Aéreas, Flávio Costa, conta um pouco mais das medidas em curso e diz que a programação para a Copa é parecida com a da alta estação. Em ambos os casos, o objetivo é o de atender uma demanda pontual. Abaixo, a íntegra da conversa com o executivo.

AZUL

Flávio Costa, VP técnico operacional da Azul

 

Agência ABEAR: Como garantir o atendimento da alta demanda durante a Copa?

Flávio Costa: A Azul programou as manutenções preditivas das aeronaves para o primeiro semestre de forma a disponibilizar toda a frota para a operação da Copa. Além disso, teremos equipes técnicas disponíveis para atender qualquer emergência mecânica que possa surgir. O plano é semelhante ao da alta estação, quando o fluxo de passageiros aumenta, e tem como objetivo garantir o transporte de passageiros para os seus destinos.

 

Agência: O que significa a manutenção preditiva?

FC: A manutenção preditiva de uma aeronave pode ser comparada à revisão dos automóveis. Algumas peças e itens necessitam de substituição de acordo com o uso ou ciclos de tempo, como é o caso do filtro de combustível, que tem que ser substituído a cada mil horas de voo. Trata-se de uma lista de checagem. E o resultado é o melhor funcionamento e aumento da vida útil dos equipamentos – lembrando que o setor é altamente regulamentado e que não existem margens para a revisão. Se uma peça deve ser substituída com 1 mil horas voadas, ela não passa desse prazo.

 

Agência: E no caso de um imprevisto que impeça o uso de uma aeronave, qual procedimento a empresa adota?

FC: Além da disponibilidade de toda a frota, a Azul tem 9 aeronaves de reserva, ou seja, prontas para voar – nos aeroportos de Confins, Salvador, Manaus, Pampulha e Viracopos.

Os nossos dois centros de manutenção, em Porto Alegre e Pampulha, estarão em esquema de atenção especial para atuar imediatamente caso haja necessidade de manutenção corretiva. A nossa equipe técnica conta com 10 profissionais, entre engenheiros e mecânicos, divididos em Campinas e Pampulha. São profissionais especializados nos mais diversos sistemas das aeronaves (hidráulica, navegação, mecânica, arrefecimento, entre outros), que podem chegar rapidamente a qualquer aeroporto do País com dois aviões do modelo Pilatus PC-12, que tem capacidade para transportar até 500 Kg de carga (o equivalente ao motor de um ATR, um dos modelos de aeronave utilizado pela Azul), caso seja necessário fazer manutenção corretiva em alguma aeronave.

 

Agência: O que acontece com um avião parado?

FC: As equipes em solo também estão treinadas para retirar rapidamente uma aeronave da pista no caso de pane, alinhadas com as equipes dos aeroportos, Corpo de Bombeiros e Polícia Federal. E, caso necessite passar por uma manutenção emergencial, o avião não fica parado por longo espaço de tempo. Em um único dia, a aeronave pode ser consertada, revisada e já estar preparada para voar novamente.

 

Agência: Qual o fator que mais preocupa a área de operações na Copa?

FC: O desafio para a Copa do ponto de vista das operações é a administração das variáveis. As companhias aéreas estão buscando atuar em parceria com os demais atores da aviação como agência reguladora, aeroportos, e a Aeronáutica, com seus órgãos controladores do espaço aéreo, para que o setor atue com precisão e atenda ao movimento concentrado de passageiros durante o evento.

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