Agência ABEAR
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Curiosidades: A soltura de balões representa perigo para o tráfego aéreo das aeronaves

Dados do CENIPA -Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos- relevam que no ano passado colisões entre balões e aeronaves resultaram em 160 notificações por parte das companhias aéreas, apenas nas proximidades de aeroportos nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.

Para o comandante Paulo Roberto Alonso, consultor técnico da ABEAR, essa é uma prática que oferece risco para a segurança do espaço aéreo. “Já tivemos registros de colisões que danificaram o avião, partes do balão que se prenderam ao pitot, ou entraram na turbina da aeronave. Acidentes que podem influenciar na segurança do voo e podem ser evitados facilmente”, explica o piloto.

Ainda de acordo com informações do CENIPA, um balão não tripulado pode atingir 17 mil pés (o equivalente a seis prédios Burj Khalifa, em Dubai, o prédio mais alto do mundo na atualidade, com 838 metros de altura), altitude em que os aviões podem estar a uma velocidade de até 450 Km/h. Um eventual encontro da aeronave com o artefato, considerando o peso de 10 kg, poderia causar uma colisão com o impacto de 2,26 toneladas.

Atualmente, a Lei 9.605/98 considera como crime ambiental a soltura de balões que utilizam tochas, mas os que utilizam ar quente, sem a necessidade de fogo, não estão contemplados pela lei. Segundo Alonso, para a aviação o risco está no impacto do avião com o artefato, então, com fogo ou sem, o perigo continua existindo.

“É preciso ter uma regulamentação federal sobre a atividade, isso traria uma série de benefícios. Tanto pela segurança da navegação aérea, quanto para a sociedade em geral, evitando-se a clandestinidade mediante aos registros de associações acreditadas e organizadas para a soltura de balões”, finaliza o comandante Alonso.

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