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Brasília: A “cidade fantasma” que lotou de turistas na Copa

Por Thaís Magalhães

Brasília

A capital brasileira, conhecida pela arquitetura moderna de Oscar Niemeyer, recebeu 490 mil visitantes durante a Copa do Mundo. De acordo com o Ministério do Turismo, Brasília foi a segunda cidade-sede a receber mais turistas durante o Mundial, perdendo apenas para o Rio de Janeiro.

Palco de sete jogos do campeonato, Brasília abriu os braços para suíços, equatorianos, colombianos, marfinenses, portugueses, argentinos, franceses, holandeses, americanos, alemães e muitos outros torcedores do mundo. Entre os países vizinhos, a Colômbia foi uma das primeiras nacionalidades a invadir a capital para assistir ao jogo contra a Costa do Marfim, no dia 19 de junho.

As extensas ruas da cidade foram tomadas pelo vermelho, amarelo e azul. Os bares lotados reuniram grupos de brasileiros e colombianos, festejando juntos. Na porta do estádio, o rebolado colombiano encantou inclusive as brasileiras cheias de gingado. No aeroporto, se ouvia mais o espanhol do que o português.

E foi na porta do Estádio Mané Garrincha que encontrei os primos Nestor Castateno e Miguel Zandrano, tirando fotos com o Fuleco. Me ofereci para fotografar a dupla ao lado do mascote da Copa. Depois de fotografá-los, antes de conseguir perguntar qualquer coisa, fui surpreendida: “Você é repórter? Vi pelo seu crachá”. Na hora, respondi com um sorriso que sim e começamos a conversar.

“Estamos aproveitando os jogos para conhecer o Brasil inteiro. Depois daqui (Brasília) ainda vamos visitar Fortaleza e continuar torcendo pelo craque James Rodríguez”, contou Nestor. Antes de irem embora, Miguel pediu minha ajuda para encontrar o posto de retirada de ingressos do aeroporto. Como já conhecia todos os cantos do terminal indiquei o caminho e me despedi dos dois.

Os brasilienses são carentes de pessoas, agito e festa. Nasci e vivi metade da minha vida no Rio de Janeiro. Mudei-me para Brasília e me adaptei com facilidade, mas sentia falta de algumas coisas como o calor do carioca, a hospitalidade do nordestino e a badalação do paulista. E foi exatamente essa a percepção do francês Nicolas Roux, 30 anos. “Depois de visitar Rio e São Paulo, tenho a impressão de que Brasília é uma ‘cidade fantasma’. Conheci pessoas aqui (Brasília) e nos divertimos muito, mas acredito que a cidade esteja muito mais movimentada por causa da Copa”.

Depois da invasão colombiana, a onda de estrangeiros foi marcada pelos franceses que chegaram em massa à Brasília, gritando e cantando “Allez les bleu” por todos os lugares que passavam. Quando escutei o grito de guerra fui em direção a Frantz Karl, 29 anos, e comecei a conversa usando as únicas frases em francês que conhecia: “je suis journaliste. Ne pas parler français. Parler l’anglais?”. Frantz me respondeu com um amigável “sí” e começamos a conversar.

Descobri que ele era da Guiana Francesa e estava com Benjamin Dubois, morador da França. Eles se conheceram durante a disputa contra Honduras, em Porto Alegre. Fiquei interessada na história de como os dois se conheceram e continuamos a conversar por quase uma hora. Me espantei ao saber o quanto o futebol significava aos dois jovens. Benjamin, 24 anos, recém-casado e esperando um filho, convenceu a esposa de que deveria viajar para acompanhar o evento histórico que é a Copa do Mundo. “Eu não podia perder por nada”, afirmou Dubois. Ao nos despedirmos, Frantz otimista e confiante acrescentou: “a França vai chegar a final e eu estarei lá”.

O Mundial de Futebol realmente ofereceu aos moradores de Brasília uma amostra com gostinho de quero mais de cada país participante do torneio. Esses dois meses vão ficar marcados para sempre na história daqueles que torceram com os franceses, que dançaram e riram com os colombianos, que vibraram com os belgas, que viveram e aproveitaram de todas as formas a Copa do Mundo no Brasil.

*Programa Jovens Jornalistas

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