Agência ABEAR
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10 dicas para escolher e comprar passagens aéreas

Em geral, como posso pagar menos para voar na alta temporada?

Seja para as festas de final de ano, para o Carnaval ou qualquer outra data em que todo mundo costuma viajar, planejar a compra antecipada é a melhor estratégia. Em complemento, viajar leve, usando só a franquia de bagagem de mão de 10kg, permite optar pelos bilhetes mais em conta.

As passagens são postas à venda até um ano antes da data do voo. Nesse período os preços podem variar conforme a velocidade e a intensidade das vendas (se os bilhetes para uma rota e horário estão se esgotando mais ou menos rapidamente), da concorrência entre empresas (se estão sendo oferecidos novos voos ou se há alguma estratégia diferente de algum concorrente no mercado), da flutuação de custos importantes (como o combustível), além do comportamento do câmbio (que afeta 60% dos custos da aviação nacional, mesmo para voos dentro do Brasil)). Nesse período de um ano dá tempo para se informar sobre preços da rota em que se pretende viajar, permite comparar e acompanhar a dinâmica de valores nas várias companhias e dos diferentes tipos de bilhetes – e até aproveitar uma promoção especial, se este for o tipo de bilhete adequado para o passageiro. Vale considerar que o comportamento típico dos brasileiros é comprar passagens entre seis e quatro meses antes da viagem, no caso dos voos internacionais, e aproximadamente um mês antes do embarque, no caso dos voos domésticos. Essas antecedências variam para as datas de maior procura, tendendo a ser maiores. Ou seja, nesses casos, para aumentar as chances de obter bom preço, o melhor é se adiantar ainda mais em relação à maioria das pessoas.

Ainda não comprei minha passagem para o final de ano. O que faço?

Se sua preocupação primordial é com o preço, a alternativa agora é ser muito flexível com horários, dias de viagem e até com a rota.

Quando se deixa para comprar uma passagem de última hora é importante saber de princípio que, principalmente para as rotas mais populares e para os horários mais convenientes, fica mais difícil conseguir o melhor preço. Com pouca antecedência, os bilhetes promocionais normalmente já foram comprados. Os assentos restantes nesses voos concorridos, como seria de se esperar, vão ficando mais caros. Se for possível, uma dica para gastar menos pode ser variar o destino, ou seja, viajar na contramão da maioria das pessoas e rumar para um lugar em menor evidência. Se a rota for inegociável (quero viajar de São Paulo para Porto Alegre para visitar a família), as alternativas passam por usar de flexibilidade de horários. Neste ano de 2018, a maior parte das pessoas deve iniciar viagem nas noites de sexta-feira dia 21 ou 28 para as comemorações de Natal ou Ano Novo, por exemplo. Assim, buscar passagens entre a manhã e o meio da tarde de sexta, ou ainda, entre a noite de sexta e a madrugada de sábado, abre novas possibilidade de obter valores comparativamente menores. Uma alternativa final é flexibilizar o próprio dia do embarque, buscando embarques na quinta-feira, no sábado ou no domingo, por exemplo. Para quem depende de liberação de trabalho, pode ser complicado para fazer isso. Mas para quem não tem tal impedimento, essa é certamente a melhor estratégia.

Se na minha pesquisa por passagens eu encontrar uma tarifa que me parece adequada e por um valor acessível, compra-la e depois encontrar uma oferta melhor, posso desistir do primeiro bilhete?

Sim, isso é possível, mas somente em certas circunstâncias. Decore: para compras feitas no Brasil o que vale é a regra “24h7d”.

De acordo com as normas atuais, o consumidor pode desistir da compra de uma passagem aérea, desde que faça isso em até 24h contadas a partir do momento do recebimento do comprovante de aquisição. Mas atenção: a desistência só pode ser feita para compras realizadas com antecedência igual ou superior a sete dias em relação à data de embarque. Pensando nas viagens logo agora para o Ano Novo, por exemplo, as possibilidades de exercer esse direito começam a se esgotar.

Não tenho certeza absoluta da minha disponibilidade para viajar nas datas em que gostaria. Como isso me afeta?

Isso vale tanto para quem pesquisa viagens aéreas com grande antecedência quanto para quem deixa para comprar de última hora. A certeza de poder honrar as datas e horários dos bilhetes que se pretende adquirir é essencial para obter o negócio mais vantajoso.

Passagens promocionais, principalmente as compradas com antecedência, têm valores bastante econômicos. Mas, em contrapartida, têm pouca flexibilidade para remarcação ou cancelamento (quando permitidas, implicam em pagamento de uma taxa). Além disso, ao alterar um bilhete poder ser preciso cobrir a diferença entre o preço pago originalmente e aquele anunciado para a nova data. Se a alteração for feita com pouca antecedência em relação à data de embarque pretendida, e essa nova data desejada for concorrida, o custo pode ser alto. Em resumo, uma passagem promocional é o produto certo para quem tem grande certeza das datas de viagem e tem grande preocupação com o preço. Se estiver inseguro de que vai poder voar quando gostaria (se estiver aguardando a escala de trabalho da empresa, por exemplo), é preciso aceitar esse risco, negociar com o chefe a liberação ou dar preferência a passagens das demais categorias regulares (que têm mais liberdade para alterações e taxas progressivamente mais baixas para efetivá-las).

O que são essas categorias ou tipos tarifas? Por que devo entender isso se o que me importa é pagar o mais barato possível?

Uma passagem é, na verdade, um contrato de transporte entre empresa e passageiro. Todos devemos conhecer os contratos que estabelecemos, mesmo os de adesão (que são oferecidos pelas empresas para grandes grupos de consumidores, tal como os de transporte ou da TV a cabo, e que diferem daqueles que são individualizados caso a caso). Grosso modo, as categorias/tipos de tarifas são os diferentes contratos, com conjuntos específicos de regras, associados aos tipos de tarifas que você vê nos sistemas na hora da compra. É importante entender isso porque, como diz o ditado, “o combinado não sai caro”. A tendência (às vezes uma necessidade) de querer gastar o mínimo possível, pode, nesse caso de descumprimento do contrato, acabar gerando custos indesejados.

Vamos entender melhor. Na aviação do passado, acessível para poucas pessoas, fosse para voos domésticos ou internacionais, os diferentes produtos para os diferentes públicos correspondiam somente às classes de serviço: econômica, executiva ou primeira classe. A ideia era que bilhetes mais baratos davam direito a serviços simples e bilhetes mais caros davam direito a serviços refinados. Isso ainda existe, mas quase que só nos voos internacionais. Nos voos dentro do Brasil, por exemplo, isso já não se aplica. Com a popularização do transporte aéreo e o aumento do número de passageiros, a lógica “preço x serviços” foi ampliada para “preço x flexibilidade”, complementada com a possibilidade de adicionar serviços em separado conforme a conveniência pessoal. Isso permite alcançar uma ampla variedade de perfis consumidores (pessoas a trabalho ou lazer, viajantes refinados ou mais descolados etc.), bem como uma grande quantidade de pessoas, já que uma parcela expressiva dos bilhetes é comercializada, mediante antecedência de compra, por valores bem econômicos, facilitando acesso aos passageiros de baixo poder aquisitivo.

Como escolho a passagem certa para mim dentre os diferentes tipos de tarifas, então?

Isso muda conforme a situação: existe uma tarifa certa para cada pessoa a cada viagem. O que determina a escolha é a preocupação com o preço a ser pago, o grau de certeza de poder realizar a viagem na data escolhida e o conjunto de serviços com o qual se deseja contar para que a viagem seja conveniente.

Além de tarifas promocionais (vendidas em circunstâncias específicas), as companhias brasileiras adotam atualmente entre dois e cinco tipos de tarifas regulares (permanentes). Os nomes dessas categorias regulares variam de companhia para a companhia, mas mantêm semelhanças nas regras atreladas. O mais importante é entender que as tarifas promocionais são sempre as mais baratas, mais básicas (garantem o deslocamento do passageiro, o transporte de uma bagagem de mão e têm menor flexibilidade para alterações, como remarcação ou cancelamento). De certa forma, são como produtos em liquidação. Muito parecidas com as passagens promocionais, vêm a seguir as tarifas básicas (que podem ter nomes como Light ou Econômica, por exemplo), que dão liberdade ligeiramente maior para alterações (entre outros benefícios, como acúmulo de pontos em programas de fidelidade). Na outra ponta, as tarifas mais completas (que podem chamar Flex, Max, Mais ou Top) são as mais caras e completas (garantem o transporte do passageiros, da bagagem de mão, normalmente incluem marcação de assento, alimentação a bordo, despacho de um ou dois volumes, rendem bonificações em pontos de fidelidade e dão ampla liberdade para remarcação ou cancelamento, até sem taxas).

Em relação ao transporte de bagagens, especificamente, o que é essencial saber?

A escolha da passagem certa também depende da sua necessidade de transportar ou não alguma bagagem. Quem faz uma viagem de “bate e volta” a trabalho, por exemplo, normalmente não precisa de bagagem. Se for inevitável transportar bagagem, a decisão de aproveitar a franquia gratuita da mala de mão ou arcar com os custos de despacho passa variar em função da capacidade (ou intenção) de controlar a quantidade, o peso, a dimensão e o conteúdo do(s) volume(s).  

O principal que se deve saber é: além de uma bolsa ou mochila pessoal pequena (do tipo que se usa no dia a dia, para o trabalho ou estudo) que as companhias não cobram, a regra geral para as compras feitas no Brasil é que toda passagem aérea, mesmo promocional, dá direito de viajar, sem custos adicionais, com uma mala de mão (a que se leva para dentro do avião) de até 10kg. No voo, o passageiro deve ser capaz de acomodar essa mala no bagageiro superior ou no espaço debaixo do assento. Por isso o tamanho máximo dessa mala é definido por cada companhia, o que acontece principalmente em função do modelo de avião que ela usa e aspectos de segurança. Para checar se o tamanho da mala de mão está adequado, é preciso somar medidas: largura, altura e comprimento. Uma mala que some 112cm estará dentro dos limites de todas as companhias aéreas nacionais associadas à ABEAR (algumas trabalham com uma soma ligeiramente maior, de 115cm ou 120cm – o melhor é checar diretamente no site da empresa). Quanto ao conteúdo, seja na mala, na bolsa ou consigo, não é permitido levar ao interior da aeronave itens perigosos ou contundentes. Você deve retirar tais objetos da bagagem antes de sair de casa ou terá que descarta-los no aeroporto para poder ter o embarque autorizado. Se você precisar mesmo transportar um canivete, por exemplo, só poderá fazê-lo em uma bagagem despachada. Alguns itens proibidos a bordo não podem sequer serem despachados em aeronaves de passageiros (como explosivos). Para voos internacionais há algumas regras complementares para o transporte de líquidos, géis e substâncias em pó.

O despacho de bagagem, por sua vez, pode ser cobrado como um serviço adicional ou ter o custo já incluído no preço da passagem, dependendo do tipo de tarifa escolhida. Uma mala com soma de medidas superior a 112cm,115cm ou 120cm (a depender da companhia) ou com peso superior a 10kg só poderá viajar como bagagem despachada. Em outra situação, se você tiver duas malas, ainda que ambas dentro dos limites para o transporte na cabine, pelo menos uma delas deverá ser despachada. Cada volume de bagagem despachada, independentemente se o serviço tiver sido comprado adicionalmente ou incluído na tarifa, deve ter peso máximo de 23kg e medidas somadas de 158cm. Por fim, vale ainda lembrar que objetos de valor como joias, papéis negociáveis, dinheiro e eletroeletrônicos devem ser transportados na bolsa/mochila pessoal ou na bagagem de mão, ficando a guarda sob responsabilidade do próprio passageiro.

Meus pertences de viagem são poucos e leves. Não vou ter itens proibidos. Mas a mala que possuo tem tamanho maior do que o mencionado para a bagagem de mão. O que faço?

Se uma mala têm dimensões ou peso superiores aos limites, não tem jeito. Essa mala, mesmo que não esteja cheia, deve ser despachada. Para não ter que comprar o despacho adicional ou escolher uma tarifa já com o serviço incluído, a saída mais econômica é emprestar a mala de um parente ou amigo. Se você viaja com uma certa frequência, por outro lado, vale estudar a aquisição de uma mala que atenda ao padrão.

Devo embarcar com pouca ou nenhuma bagagem: que tarifa devo escolher? O que acontece se meus planos mudarem até o dia da viagem? E seu eu tiver mais bagagem para trazer na volta?

Lembrando que a melhor escolha depende também de outros aspectos (como o grau de certeza de poder embarcar na data escolhida), se não tiver nem bagagem de mão e nem bagagem a ser despachada, pode optar pela tarifa promocional ou, na ausência dessa, pela tarifa mais básica (que pode ter nomes como Light ou Econômica, por exemplo). São as tarifas que não incluem os custos para se despachar uma mala para o porão da aeronave no momento do check-in. Neste caso, mesmo se houver alguma mudança de planos e você constatar que precisa levar alguns itens pessoais, você ainda vai poder carregar, sem pagar mais, uma bagagem de mão como a descrita anteriormente. Se, mais do que isso, a mudança de planos deixar evidente que seus pertences não vão caber em uma mala de mão (ou que você terá que transportar objetos proibidos, como uma tesoura), você ainda poderá adquirir à parte o direito de despachar uma bagagem. Na verdade, pode comprar o direito de transportar mais do que um volume, se preciso.

O quanto antes você tiver essa certeza, melhor: a compra do despacho adicional de bagagem normalmente sai mais em conta se feita com antecedência do que se realizada em data próxima do embarque ou já no aeroporto. Há mais uma coisa que você deve saber: quando você compra o despacho de bagagem como um serviço adicional, você faz isso para cada trecho da viagem, ida ou volta. Ou seja, se você não tiver muita bagagem na ida, pode adquirir somente o despacho de um ou mais volumes somente para a jornada de volta. E vice-versa.

Costumo sempre viajar com muita bagagem. Como avalio a melhor alternativa para mim?

Se você souber de início que a sua bagagem não vai ser pouca e irá ultrapassar os limites de uma bagagem de mão, deverá fazer algumas contas para escolher o tipo de tarifa. Veja o valor da tarifa promocional (se disponível) ou básica e some o custo para adquirir o despacho de bagagem. Se o total for inferior ao das demais tarifas para o mesmo dia e horário, essa é a sua melhor alternativa. Se o total for maior do que o das demais tarifas regulares exibidas, escolha entre elas. Essas outras tarifas já incluem, progressivamente, de acordo com a categoria, os custos para o despacho de um ou mais volumes no preço final do bilhete (e também passam a agregar outros benefícios). Lembre-se de fazer o cálculo considerando todos os trechos da viagem.

Vale novamente recordar que cada volume de bagagem despachada, independentemente se o serviço tiver sido comprado adicionalmente ou incluído na tarifa, deve ter peso máximo de 23kg e medidas somadas de 158cm. Para o transporte de qualquer mala acima dessas medidas, pode ser cobrado um valor a título de excesso de bagagem. Os excessos são apurados para cada volume a ser despachado, e não para o total das bagagens, caso o passageiros tenha, por exemplo, dois itens fora das medidas. Os preços para cada medida ou faixa de excesso de peso ou tamanho são definidos por cada companhia, por isso vale a consulta aos sites. Mais uma observação: também há limites máximos para cada volume individual, mesmo mediante o pagamento pelos excedentes. A depender do tipo de voo (doméstico ou internacional) e da companhia, o peso máximo pode ser de 32kg, 45kg ou 50kg, e as dimensões podem estar limitadas a medidas somadas de 230cm, 300cm ou 320cm.

 

A ABEAR foi criada em 2012 pelas companhias AVIANCA, AZUL, GOL, TAM (hoje LATAM) e TRIP, com a missão de estimular o hábito de voar no Brasil. A entidade tem ainda mais seis associadas: Boeing, Bombardier, LATAM Cargo, MAP, Passaredo e TAP. Saiba mais
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