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ABEAR debate impactos da regulação na competividade da aviação civil

Presidente da ABEAR Eduardo Sanovicz

O presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), Eduardo Sanovicz, defendeu hoje (12) a livre concorrência e o alinhamento internacional do ambiente regulatório brasileiro, durante o Seminário Concorrência na Aviação Civil, realizado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). A necessidade de avançar na política regulatória e no diálogo sobre a concorrência na aviação civil foram os principais pontos abordados pelos palestrantes no evento, que reuniu especialistas, autoridades e agentes do setor em Brasília.

Sanovicz apresentou a evolução da aviação comercial brasileira com a liberdade tarifária e o índice de concentração de mercado do transporte doméstico de passageiros, que coloca o país como o sexto mercado mais competitivo do planeta. “Desde a virada do século, o ambiente de livre mercado da aviação brasileira nos obriga a buscar permanente o aumento da eficiência. A intensidade da concorrência faz com que os ganhos de produtividade sejam transmitidos aos clientes como tarifas mais baixas”, disse.

Após comentar os avanços da Resolução 400 da ANAC, que estabeleceu as novas regras das viagens aéreas, Sanovicz se mostrou otimista informando que o Brasil já transportou 3,2 milhões e meio de passageiros a mais em voos domésticos e internacionais de janeiro a outubro, em relação ao mesmo período do ano passado. “Acreditamos que é possível novamente dobrar o nosso mercado, voar para mais lugares, transportando mais carga e mais gente. Mas para que isso seja alcançado, precisamos enfrentar definitivamente o custo do querosene na aviação no Brasil e buscar uma regulamentação equivalente às regras internacionais e eficácia da cadeira produtiva”.

A complexidade da indústria da aviação e a demanda por investimentos de dimensões altíssimas foi detalhado por José Mário Caprioli, presidente da holding Azul S.A. “O Brasil não pode perder a oportunidade de abrir 100% do capital, desde que atue em reciprocidade com os demais países”. Ele abordou, ainda, o uso por parte das companhias aéreas de capital, mão-de-obra e energia intensivas: “O mercado da aviação civil enxerga a possibilidade de universalização com grande potencial de crescimento das empresas aéreas nos próximos anos”, acrescentou.

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