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Aeroporto de Belém educa e reforça a segurança trocando pipas por bolas

Equipe da Infraero distribuiu mil bolas na ação

A Infraero promoveu hoje (11) a 15ª edição da campanha “Troque sua pipa por uma bola”, no Aeroporto Internacional de Belém (PA). A ação tem o objetivo de conscientizar o público dos riscos que a brincadeira pode trazer à segurança da aviação civil, tais como a invasão de pessoas no pátio do aeroporto para resgate de artefatos e o contato com radares, antenas e rede elétrica.

A iniciativa foi realizada junto às comunidades da Pratinha I e II, localizadas no entorno do aeroporto, com a distribuição de mil bolas, panfletos e gibis da Turma da Mônica que abordam o assunto. Ao todo, foram recolhidas 724 pipas e 302 rolos de linha, totalizando 1.026 itens. De 2013 a 2017, a campanha arrecadou em média 854 unidades em cada edição, entre papagaios e linhas.

Realizada desde 2003, a campanha aproveita a chegada das férias escolares de julho, quando a incidência de itens recolhidos nas dependências do aeroporto aumenta. “Nessa época do ano costuma fazer muito calor, há vento e pouquíssima chuva, ambiente ideal para as crianças empinarem pipa. A escolha da data é estratégica e sempre realizamos a ação nesse período”, diz a profissional de serviços aeroportuários da Infraero, Odilene Amazonas, uma das idealizadoras do projeto.

Outros riscos

Para o consultor técnico da ABEAR, Paulo Roberto Alonso, o maior perigo em relação às pipas é o fator humano. “O problema não é soltar pipa – o que não é recomendável é fazer isso perto do aeroporto, o que pode dar margem à entrada dos praticantes nas pistas dos aeroportos para recuperar o objeto. Se isso acontece, ficam expostos a algum incidente e podem prejudicar decolagens e pousos”, diz. “É uma preocupação diferente da que temos com balões. Nesse caso, o objeto em si é uma ameaça”, explica. Além dos balões, luz de laser e o descarte de lixo também são outros riscos atentados por Alonso. “Lixos atraem ratos, que atraem pássaros. Isso aumenta o risco do choque das aeronaves com aves”, afirma, referindo-se à colisão de aviões com pássaros, também conhecida como birdstrike.  “Essa iniciativa do pessoal de Belém é muito saudável e bem-vinda. É um exemplo a ser seguido por mais gestores. Ajuda na integração com a comunidade, educa sobre importância da preservação do sítio aeroportuário e atende ao objetivo de reduzir riscos para a aviação”, exalta o consultor.

 

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